Um estudo realizado por pesquisadores do hospital Johns Hopkins Medicine, em Baltimore (EUA) comprovou que uma substância encontrada na cebola, a quercetina, pode ser uma aliada para combater lesões (pólipos) pré-cancerígenas no intestino. A quercetina é um antioxidante do tipo flavanoide, semelhante ao encontrado em alimentos como as uvas e o chá verde.
Os pesquisadores testaram cinco pacientes, todas mulheres, com um tipo de pólipo pré-cancerígeno, conhecido como polipose adenomatosa familiar (FAP), que receberam doses regulares de quercetina durante seis meses. Ao final do estudo, observou-se que o número de pólipos que se desenvolveu nas participantes caiu cerca de 60% e que o tamanho médio deles também sofreu redução de aproximadamente 50%.
Presença de sangue nas fezes
Presença de sangue oculto nas fezes identifica futuro câncer de intestino
Participantes do estudo não apresentavam nenhum sintoma de doença intestinal
POR MINHA VIDA - PUBLICADO EM 21/10/2008
Uma pesquisa inédita realizada pela Associação Brasileira de Prevenção do Câncer do Intestino (ABRAPRECI) está em fase de desenvolvimento na cidade de Santa Cruz das Palmeiras, interior de São Paulo. Iniciada há três anos, com o apoio da Secretaria de Saúde do município, a pesquisa rastreou cerca de 4 mil pessoas com mais de 45 anos e que não apresentavam qualquer sintoma de doença intestinal. O objetivo é detectar a presença de sangue oculto nas fezes, o que poderia identificar um futuro câncer do intestino grosso.
Além da identificação precoce da doença, a prevenção é fundamental. Para isso, mudanças no estilo de vida e adesão a hábitos saudáveis fazem toda a diferença. Entre eles, recomenda-se a alteração da dieta, com redução de gorduras, aumento do consumo de fibras, aumento da variedade de vegetais e frutas e limitação do consumo de álcool. Abandonar o cigarro e praticar exercícios físicos são mais hábitos aconselhados.
Sobre o câncer de intestino
O sucesso da pesquisa já garantiu e estimulou a importação de mais materiais para exames, o que ampliará a investigação para mais 10 mil pessoas do município e de outros projetos. Os pesquisadores estão em negociação para a Prefeitura Municipal de São Paulo para implantar o mesmo programa em bairros da capital paulista.
O estudo também auxilia na divulgação de informações sobre a doença e na conscientização de médicos sobre a importância de solicitar exames preventivos a pacientes com mais de 50 anos.
Joaquim destaca ainda que, além de detectar casos da doença, o desenvolvimento da pesquisa consiste em encaminhar os pacientes para o tratamento e acompanhamento adequados.
"Com a pesquisa, foi possível detectar nove casos de câncer em pessoas sem sintomas, que só tomariam conhecimento da doença após seu avanço", ressalta Joaquim Gama, professor titular de cirurgia da Faculdade de Medicina da USP e participante do estudo. O especialista lembra que, há diminuição de chances de cura quando o câncer é descoberto em estágios mais avançados.
Dos nove pacientes diagnosticados com câncer, três apresentavam a doença em estágio inicial. Isso permitiu a retirada do tumor ainda durante a colonoscopia. Os seis casos restantes, em estágios mais avançados, foram encaminhados para tratamentos médicos, incluindo quimioterapia, radioterapia e cirurgias. Os diversos tratamentos foram oferecidos por hospitais e universidades da região, que apoiam o desenvolvimento do estudo.
Entre os participantes do estudo, quase 10% teve resultado positivo para a presença de sangue nas fezes. O segundo passo do estudo foi encaminhar este percentual de pessoas para a colonoscopia um exame mais detalhado que detectou nove casos de câncer do intestino grosso.
O câncer de intestino é uma doença praticamente 100% evitável, mas que faz cada vez mais vítimas no Brasil. Em algumas regiões, como no Sudeste, a doença ocupa o 2º lugar em incidências de mortes por câncer em mulheres, perdendo apenas para o câncer de mama.

